Um garoto pobre, com cerca de doze anos de idade, entra em uma loja, escolhe um sabonete comum e pede ao proprietário que embrulhe pra presente. -"É para meu amigo!" - diz com orgulho. O dono da loja ficou comovido, olhou com piedade para o seu freguês e sentiu vontade de ajudá-lo. Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete comum, algum artigo mais significativo. Entretanto, ficou indeciso. Devia ou não fazer? O coração dizia sim, a mente dizia não. O garoto, notando a indecisão do homem, pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar. Colocou a mão no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão. O homem ficou ainda mais comovido e continuava seu conflito mental. Lembrou-se então dos seus amigos. Fora pobre e muitas vezes também desejara presentear seus amigos. Quando conseguiu emprego, alguns dos seus amigos já haviam partido, suas vidas haviam tomado rumos diferentes. O garoto, com aquele gesto, estava mexendo nas profundezas ...