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Mostrando postagens com o rótulo Depois dos 30...

Depois dos 30... (fato 4)

... coloquei as pernocas de fora, hahahahahaha. Depois que entrei na adolescência minhas pernas meio que não viram mais o sol em público. Eu tinha vergonha das canelas magras e das varizes que já davam sinais de existência em tenra idade. Achava lindo as garotas todas delicadas de saias ou vestidos, mas me sentia esquisita quando vestia uma peça dessas e tinha a impressão que todos me olhava torto, então parei de usar. Até que um belo dia eis que a ficha do "foda-se" caiu e decidi que iria usar saia curta, sim. Que iria colocar as pernocas de fora, sim.  As canelas continua magras e as varizes até um pouco mais aparentes (já fui ao médico pra ver isso e tá tudo sob controle), mas meu amor próprio tá tão maior <3. Parece que quando a idade aumenta a gente percebe que não tem mais tanto tempo assim pra perder com bobagens, que a vida é mais do que essa vergonha boba do nosso corpo. Porque o que vale não é o que está por fora, nem o que os outros pensam ou fa...

Depois dos 30... (fato 3)

... "me dei" um roller. Na minha infância tive um patins cor-de-rosa, daqueles com quatro rodinhas. Mas não do tipo profissional, botinha. Ele era mais um suporte que encaixava no tênis e saía aloprando por aí. Um tempo depois ganhei um roller mesmo, preto e verde, que eu adorava! O miserávi foi bastante usado.  Mas assim, sou um ser levemente medroso então nunca fiz nenhuma aventura radical com eles, então duraram um bom tempo, hehehehe.  Lembro de uma tentativa de aventura com uma amiga. Era uma rua bem íngreme e combinamos de descer um pedaço dela. A Lu (minha amiga) desceu de boas e bem ligeirinho. Eu, amarelei, hahahahaha. Desci a dita rua de ladinho, sabe? Sem deixar as rodinhas girarem e pegarem velocidade. Ela ficou meio decepcionada, mas eu cheguei suando no fim da jornada e respirei aliviada ao me ver inteira, hahahahaha. Bem, dessa vez encasquetei que tava com saudade de sentir aquele ventinho no rosto e aquela sensação legal, que só sabe como é quem...

Depois dos trinta... (fato 2)

... coloquei aparelho.  Não é das sensações mais agradáveis do mundo, isso eu já sabia. Mas era um troço que eu sempre quis fazer e um belo dia na minha adolescência um profissional me disse que sim, eu precisava. Esse ano, depois de não conseguir a CNH decidi que era isso que iria fazer. Foi meio que uma compensação, sabe assim?! Sempre amei meu sorriso, mas confesso que queria ele mais bonito. Mais branquinho, inclusive, mas achava bobagem clarear sem ajustar. Então, bora lá.  O problema maior era a mordida cruzada e nem tanto os dentenhos tortos. ~ Incluo isso nas vantagens de ser adulto. Poder fazer várias coisas sem precisar pedir autorização pra ninguém. Arcar com os custos das suas loucuras. ~ O fato é que aqui estou eu lidando com essa experiência dolorida que é o dito aparelho fixo. Entrei no quarto mês com o sorriso todo metalizado e confesso que vou da alegria desse status até o arrependimento e a sensação de ficar banguela. O tratamento está pre...

Depois dos 30 ... (fato 1)

... mudei o cabelo radicalmente. Durante essa vida meu cabelo nunca recebeu uma tintura muito forte. Sempre foi crespo. Lindo! Mas essa beleza só assumi depois de um tempo. Lutei contra ela e a química manteve os fios lisos por um período.  O fato é que me achava com carinha de menininha (não que isso tenha mudado muito) e queria me sentir um pouco mais adulta. O primeiro passo foi cortar. Eu já queria bem baixinho, mas a cabeleireira deixou no meio termo e eu curti. Depois de mais ou menos um ano baixei bem. Bem curto. Estilo joãozinho. Amei!  Mas ideias vieram vindo e com elas a vontade de mudar. Nunca tinha feito nada radical e percebo agora que esse era um lado meio reprimido da minha personalidade.  Sempre quis ser queridinha e boazinha e tinha necessidade de ser "gostada" por todos. O tempo e o último (e atual) emprego me ensinaram que as coisas não funcionam assim. Que nem todo mundo vai gostar de ti e nem precisa. Amor próprio é indispensável (maaa...