A Liga

Zapeando pela TV aberta, descobri o programa “A Liga”(http://www.band.com.br/aliga).
A edição de hoje era sobre deficientes. Cada um dos quatro repórteres passou um dia com pessoas com algum tipo de deficiência e mostrou como é difícil, no nosso país, ser especial! Sim, hoje os descrevo como especiais. Me emocionei, praticamente esqueci do resto do mundo e fiquei ali paralisada vendo todas as dificuldade que um deficiente enfrenta no nosso Brasil.

O Rafinha teve um dia de cadeirante! Passeou pela cidade com o Cristiano e percebeu como não existe a tal “acessibilidade”. Buracos nas ruas, falta de rampas de acesso a lojas a calçadas, meios de transportes sem condições de transportar mais de um cadeirante por vez. Pessoas nas ruas que não se disponibilizam a dar uma ajudinha que seja. A dificuldade para entrar na própria casa que possui uma escadaria enorme e sem condições financeiras de mudar, vai levando a vida como dá. Praticando esportes, sendo pai, marido, e uma pessoa bem humorada, corajosa e persistente.
Uma turma com Down levou o Rafinha pra balada!!! Isso aí! Uma terapeuta que trabalha com essa pessoinhas especias percebeu que eles sentem dificuldade ao chegar na adolescência e são poucos os que tem uma convivência com amigos. A maioria quando sai é com alguém da família, o que “trava” aquela parte adolescente. Então eles fizeram um grupo, que sai acompanhado de uma amiga que não é especial. Eles se enturmam, se divertem, namoram (Sim, eles tb amam, pq não?!) e são felizes!

A Sophia pegou carona com um “tio” que possui uma deficiência nos braços e dirige com os pés!!! Depois de muita luta para conseguir a sua habilitação e mais luta para conseguir licença para adaptar um carro ele mostra sua habilidade no trânsito, dando lição em muitos abusadinhos por aí. Ele é casado, tem uma filhota linda e trabalha.

O Tahíde tentou jogar futebol com um grupo de deficientes visuais, mas ele não se deu muito bem, hehehehe! A bola possui um guizo que permite ser localizada no campo. O caras jogam muito!

A experiência da Débora foi a que mais me tocou. Ela se propôs a ficar 24 horas com uma venda nos olhos. Ficou completamente cega durante 24 horas!!!  No começo do dia ela foi acompanhada pelo Renato, que é deficiente visual há quatorze anos. Ele andou pelas ruas, ensinando como se locomover numa cidade grande. Como os sentidos ficam mais apurados quando não se vê! Os barulhos são mais altos, os cheiros são mais fortes e o período de adaptação é longo. Eles também demonstraram as dificuldades para fazer coisas que, enxergando, consideramos simples, como almoçar. Como é complicado localizar os alimentos no prato, corta-los e leva-los a boca. Durante o tempo que ela estava acompanhada por um “veterano” foi tudo tranqüilo. Mas ele foi embora e ela precisava voltar pra casa também... e sozinha. Que barra! Depois de muita tentar ela conseguiu chegar em casa, com muita fome! Pedir alguma coisa? Ele não lembrava do número de nenhuma tele-entrega. O negócio foi cozinhar. Foi-se um bom tempo até encontrar o macarrão e depois de cozido foi a vez do molho. O tato foi o sentido mais usado nessa hora, encontrar a latinha certa não foi fácil! Um acidente acontece antes de ela conseguir jantar: um copo quebrado. Lá se foi juntar os cacos, lembrando que ela ainda está com a venda nos olhos. Aff, que agonia! Diz ela que o macarrão ficou horrível, mas é questão de prática. Nada como uma boa noite de sono. No outro dia é a hora de retirar a venda.
O depoimento da Débora foi emocionante. O fato de ela ter conhecido um cara fantástico como o Renato e não ter olhado no rosto dele a impressionou muito.

Não foi uma coincidência eu ter tido a oportunidade de ver este programa na mesma semana em que o tema “acessibilidade” me deixou com tantas dúvidas. Hoje fiquei com a certeza de que preciso agradecer todo dia por não passar por essas dificuldades. Aprendi que essas pessoas todas são especiais pela perseverança, pela coragem, pelo bom humor e pela superação de todo dia. 

Comentários

  1. Nossa Naty, que lindooo!!!
    Eu vi esse programa e fiquei emocionada também!!!
    Realmente temos que agradecer a Deus por não passar por essas dificuldades!!!
    Beijos Beijos.

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