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Das dores de morar longe

Falar com "os de casa" sempre dói um pouquinho. Já são quase oito anos longe. Nesse meio tempo alguns, não tão próximos, voltaram para o plano espiritual, muitos cresceram, alguns nasceram e eu acompanhei tudo via telefone e internet. Não digo que estaria fazendo muita coisa para ajudar caso estivesse lá, porque sempre damos valor quando já não temos mais. Mas mudar de lugar fez a minha mente e coração mudarem. Claro que eu sempre gostei de todos e da bagunça toda que é uma família, mesmo esta sendo uma família "torta" pra mim, já que a ligação sanguínea é bem de longe. Mas não estar lá perto para assisti-los me deixa com um pouco de remorso. Sempre me pego pensando como vou reagir quando souber que os mais caros partiram sem que eu os visse nesse plano uma última vez... e apesar do conhecimento e da crença que tenho, esse pensamento machuca. Com o andar da carruagem acabei vindo pra longe e tenho que me contentar com vê-los uma vez por ano e ouvi-los ...

"O" Presente da Mamis ou...

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... a realização do item nº 46 da listinha ! Depois de muito pensar resolvi que não tinha como customizar o caderno de receitas que a mamis vem usando. Simplesmente pelo fato de ele estar caótico, hehehehe (sorry, mamis!). Vi um caderno/fichário de uma colega de trabalho e resolvi que faria no mesmo estilo só que mais lindo e delicado (modesta que nossa!).  Depois de pronto me surpreendi com o resultado. Eu adorei e ela também!! O que eu usei:  - 1 fichário bem simples. Encontrei esse numa livraria especializada em material escolar, aqui em Canela. Não lembro o nome, mas coloco aqui assim que souber;  - Kit com 6 divisórias; - Cola branca; - 40cm de tecido (escolhi o verde por que é a cor preferida dela). Ele tem 1m20 de largura e é vendido dobrado. Isso tem um nome correto, mas também não me recordo; - 4m50 de fita mimosa. Sim, foi tudo isso. De primeira tinha comprado só 1m50 pois não tinha medido. Acabei tendo que voltar na loja e comprei mais 3...

Só para você saber

As vezes sinto uma saudade tão grande de ti... Mas é uma saudade estranha. Saudade do que não vivi... Das conversas até de madrugada. Dos Grenais disputadíssimos. Das piadas bobas. Das histórias sobre os meninos. De ouvir teus conselhos e puxões de orelha. De te fazer rir com meu jeito bobo. Seguidamente faço gestos ou caretas que me lembram você. Tá no sangue... O jeito é esperar. Quem sabe numa próxima vez.