Doces monstrinhas

Tive muitos cachorros quando era criança. Se não errei as contas foram sete. Alguns morreram devido a uma peste que diziam estar impregnada no terreno onde morávamos. Uma cachorrinha acabou sendo doada para um senhor que possuía um sítio, por que ela não tinha nada de “inha”. E como o muro lá de casa era baixo, ela atormentava os vizinhos, hehehehe. O último cãozinho que tive também doei. Ele era muito fofinho, todo preto e bem nervosinho. Sem paciência para educá-lo, encontrei alguém que poderia fazer isso. Mas gatos tive apenas dois na infância: a Papinha que era toda branquinha e ganhou esse nome inspirada no Mingau da Magali e o Chatran, com as costas, cabeça e rabo cinza e as patinhas brancas. Adorava esse gato! Ele era filho da Papinha e teve mais três irmãzinhas que foram distribuídas pela vizinhança. Sem mentira, ele viveu uns onze anos, contando com um que ele sumiu e pensávamos que havia morrido. Aquele gato era uma figura! Viva solto, passeava pelo bairro e quando pequeno se prestava a ser enrolado numa toalha e carregado num carrinho de bonecas por mim, tadinho! Comia de tudo (o que não é muito recomendado para os animais)! Laranja e pipoca eram seus pratos favoritos. Gostava de peixe também e peguei ele se deliciando com um que eu tinha deixado na pia para descongelar. Tantas histórias...
Hoje tenho duas gatas: a Marie e a Beyoncé.




A Marie já tem quatro aninhos e a Bibi dois.
Acho impressionante como esses seres preenchem a vida da gente. No começo, quando a Marie chegou, eu não era muito fã de bichos dentro de casa. Relutei um pouco a cuidar, dar banho (sim, elas tomam banho), cortar unhas, levar pra vacinar e castrar. E ela era super arisca também, não deixava ninguém chegar perto. Quando ela tinha dois anos encontrei a Bibi num terreno baldio, na esquina do prédio onde morávamos. Na verdade foi ela quem me encontrou. Ouvi uns miados baixinhos e acabei indo ver o que era, de repente um bichinho preto, extremamente magro e orelhudo grudou na minha calça, me “escalou” e foi parar no meu ombro. Essa era a Bibi. Acabamos ficando com ela, e hoje ela não se parece nada com o dia em que chegou por aqui. Ela cresceu muito mais que a Marie e trouxe mais alegria para nossa casa. Até parece que falo de uma criança, mas é verdade. O que a Marie tem de tímida a Bibi tem de espontânea. É uma espuleta que não deixa nem a irmã quieta! Hehehehe.
É tão bonito ver as duas brincando, às vezes parece mais uma briga quando as duas saem agarradas, rolando pela casa. São tão fofas e companheiras! Já me viram chorar tantas vezes e parecem que entendiam. Sentavam pertinho e ficavam ali, me olhando, parecendo me dizer: “Força! Você consegue superar!”. Mas já me viram pular de alegria também. Estão sempre me esperando quando chego, nem que seja só para pedir comida, hehehe! Mas estão sempre juntas. Se uma fica trancada no banheiro por acidente, a outra não sossega enquanto não faz alguém ir abrir a porta. Dormem o dia todo e resolvem fazer arte à noite, quando o prédio todo já foi dormir!


Cheguei a conclusão de que não sei mais viver sem essas duas “monstrinhas”!!!

Fui =*

Comentários

  1. daeeeeeeeeee! passei só pra dizer q ando por aqi vasculhando teus escritos...rsrsrsrs... te acompanhando em divagações! como esta? td tri? bjs, se cuida

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  2. Que honra te ver por aki querido!!! Seja bem vindo e fique a vontade para comentar tb!!!
    Por aqui tudo ótimo!! E vc como está??
    Bejus!

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